ciência e arte, duas vocações

 
 
É muito fácil distinguir entre a ciência e os cientistas e a arte e seus literatos. Não é preciso discorrer sobre gnosiologia ou estética peripatética. Basta medirmos o tamanho dos respectivos egos. Enquanto o artista considera-se dono da arte, destarte do mundo; a ciência é dona do cientista, fazendo do cientista um humilde servo do real. Veja, é muito simples provar essa hipótese: basta comparar os tamanhos dos títulos e dos nomes nas respectivas capas. Quanto maior o nome, maior o ego. Se o nome superar os centímetros quadrados do título – ou metros, afinal alguns egos exigem unidades de medida de grandeza apropriada – então quer dizer que o sujeito (ou seu representante) é um ególatra de calibre, tanto mais faraó quanto maior sua proporção em relação ao título.
 
(Ora, tamanha elegância e simplicidade numa hipótese só atestam, é certo, a minha própria humilde pertença ao panteão da ciência.)
 
Vejamos.
 

CIENTISTA

 
 

 

ARTISTA

 
 

 

CIENTISTA

 
 

 

ARTISTA

 
 

 

Indiscutível!

 

Até, meus conterrâneos da razão!

 
F.
 
P.S.: Ah, sim. Eu já ia me esquecendo dos cientistas políticos.