O esquilo da moda

 

Em 27 dias de vida, homo sapiens já tratou de: animais, arquitetura, arte, banalidades, beleza, ciência, computadores, cotidiano, cultura, curiosidades, design, esporte, experiência pessoal, expressão, filosofia, fotografia, futebol, games, gramática, imagens, interpretação, linguagem, literatura, música, mente, meteorologia, monólogo, natureza, notas, observações, paisagens, português, seres humanos, seriados de TV, sociologia, texto, universo, vida, vídeos e Swásthya Yôga.

 

Nada mal, não?

 

Talvez.

 

But I want more, more, mooooooore!


Embora tenha tocado nesses assuntos, poucos foram abordados substantivamente. Empolguei-me demais com observações e notas do cotidiano e com filosofia social. E desequilíbrio faz mal. É preciso equilibrar as coisas. É preciso aumentar o tamanho de algumas daquelas palavrinhas na nuvem de tags, localizadas na barra direita de sua tela. Do jeito que as coisas estão, um(a) leitor(a) desavisado(a) pode olhar para minha nuvem de tags e achar que sou um pós-moderno. Ou pior! Um poeta wannabe pós-moderno. E eu o compreenderia.

 

Hoje falaremos de moda.

 

 

 

 

Não, não. Não desta moda. Vejamos.

 

 

alexander mcqueen, fall 2010. foto: andrew thomas

 

 

Hum. Hummm. Hummmmm. Não.

 

 

patrick mohr, jul.2010

 

 

Errrr…

 

[!]

 

– Possível representante de minha meia-dúzia de leitores: “Tá de brincadeira, rapá?!? Quando é que o teu post vai começar pra valer?”

 

– F.: acabou de começar.

 

 

 

Sim. Hoje falaremos de um esquilo muito estiloso.

 

No início da década de quarenta, em Washington (DC), uma mulher encontrou um esquilo abandonado em uma árvore de um parque das redondezas. “Pobre esquilo”, deve ter pensado. Provavelmente estava frio. O frio tem essa tendência de catalizar a compaixão. A expressão do animalzinho deve ter sido irresistível. (Evidentemente, o esquilo não faz de propósito; somos nós que o vemos assim.) A mulher então o adotou e chamou-o de Tommy Tucker.

 

Tommy Tucker acompanhava a mulher onde quer que ela fosse. Ao mercado, em visitas ao hospital de crianças, à padaria, ao parque. Em função de alguma singularidade biológica, passou a considerá-la sua mãe. “Não é possível!” É possível, caro leitor. São poucos, pouquíssimos animais que têm consciência de si e de sua aparência. A maioria deles simplesmente identifica-se com seus iguais ou com seus guardiães. Não se comparam com os outros seres ou coisas. Não desenvolvem um ego. Assim, um gato ou cachorro isolado de outros gatos ou cachorros, convivendo exclusivamente com humanos, “percebe-se” pré-reflexivamente como um humano. Ainda que os humanos sejam vinte vezes maiores. Não são capazes de diferenciar-se de seus “parentes”, pelo motivo de simplesmente refletirem o meio. Por esse motivo, é comum animais de estimação, nessas condições, considerarem seus iguais como uma ameaça e agirem docilmente com humanos. Voilà. Eis, então, Tommy Tucker. Tommy “considerava-se” filho da senhora. E ela, sua mãe.

 

(Pensando bem, o fato DELA considerar-se sua mãe talvez seja o fato verdadeiramente extraordinário…)

 

Eis que a senhora passou a vestir Tommy Tucker. E ele gostou. E assim inaugurava-se uma revolução na moda: a moda-esquilo.

 

 

tommy tucker e seu look de confeiteira

 

 

tommy tucker posando para o leitor

 

 

estiloso, tommy prova - e desaprova - o vestido da vovó

 

 

tommy posando com seu vestido floral predileto

 

 

tommy desfila para um público exigente

 

 

tommy presta continência em casting militar

 

 

tommy em teste para interpretar chapeuzinho vermelho

 

 

tommy faz campanha para a cruz vermelha, com vestido assinado por patrick mohr

 

 

pausa para um suquinho

 

 

tommy e seu merecido banho pós-casting

 

 

tommy flagrado na intimidade

 

 

o merecido sono, após um longo dia de trabalho

 

 

Palmas para Tommy Tucker, o esquilo da moda.

 

Até mais.

 

F.

 

P.S.: Sem P.S. desta vez. Ah. Ops.

 

6 comentários sobre “O esquilo da moda

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