L’Automne!

 

 

 

 

 

 

Oh yeah. O outono chegou, baby. Minha estação do ano predileta. Minha época do ano predileta.

 


(Bem, nós sabemos que a mente não dá a devida atenção às coisas importantes, quando elas vêm acompanhadas. Então, vou ressaltar a partícula essencial.)

 


PREDILETA, PREDILETA, PREDILETA, PREDILETA!

 


Ah, agora sim. Percebe? Estou certo que sim. Transmitiu-se a real magnitude do meu sentimento em relação ao outono.

 


Neste post falarei um pouco sobre essa estação do ano especial. Mas antes, falarei um pouco (espero) do contexto que me fez sentar-me aqui, na toca, para tratar deste assunto.

 

 


 

 

 

* * *

 

 


Minha meia-dúzia de leitores já sabe que minhas aulas começaram. (Digo, as do doutorado; por causa desta minha carinha de neném alguns ainda acham que estou na graduação. Talvez porque me barbeie demais. Se deixar a barba crescer, talvez passem a achar que sou mestrando. Mas que diabos! Não! Odeio barba. Se pudesse, me barbearia com laser. Está bom acharem que estou na graduação. Confere essa aura de prodígio – mitológica, é claro; mas de tempos em tempos é preciso aproveitar-se das aparências.)

 


A melhor coisa que ocorre nessas aulas ocorre quando elas acabam. As aulas terminam às 17:00. (Ou 17:30, mas saio sempre às 17:00.) E tenho aulas nos prédios da Reitoria da UFPR. Um desses prédios tem onze andares. E sua face é para oeste. Isto é: a direção em que o sol se põe. E, de quebra, as paredes justamente dessa face são de vidro.

 


Há, portanto, um panorama de cento e oitenta graus para o pôr do sol.

 


Sim, sim… uma das principais forças que carregam meu corpo e ser até a Reitoria são esses breves momentos de sol poente.

 

 


 

 

 

E qual é a época do ano, em Curitiba, com a maior quantidade de pores do sol? O outono. E qual é a época do ano em que os pores do sol são mais belos? O outono. E qual é a época do ano em que o céu é mais claro, mais azul, mais celeste, mais reluzente, mais brilhante, mais limpo, mais puro, enfim, mais céu? O outono.

 


O outono é a época mais ensolarada do ano. Os dias duram menos, mas, enquanto é dia, há mais sol e clareza do que em qualquer outra época do ano. Bem mais que no verão ou na primavera; ou mesmo no inverno.

 

 


foto: yoself

 

 

 

Os bordos estão amarelando e avermelhando. Os plátanos também. Nos locais com árvores de clima temperado, o solo já começa a cobrir-se de folhas secas. O ar tornou-se mais puro e mais seco. E fresco. E o sol brilha forte, embora mais suave e delicado. Iluminando e refletindo nas folhas coloridas e nos telhados e vidros. Sem ofuscar os olhos, como no verão. Mas não deixando de aquecer, como no inverno.

 


Eu esperava que isso acontecesse, já desde março. As árvores começaram a mudar as cores cedo demais e fevereiro foi nublado demais. As frentes frias entravam com facilidade e a infiltração do Atlântico, que traz umidade e nuvens – e os dias nublados – ditaram os rumos da atmosfera. Ou seja, em fins de fevereiro a dinâmica de verão já se despedira destas latitudes. A mesma dinâmica que, no outono, abre as portas para os dias claros, secos e frescos. Então, eu sabia que o outono batia à porta – algo que normalmente ocorreria só na segunda quinzena de abril.

 



 

 

 

* * *

 

 


O outono é o período em que os estados de hipersensibilidade ocorrem com mais frequência. “Estado de hipersensibilidade” é um estado de consciência em que passo a identificar e perceber uma quantidade de detalhes que normalmente não perceberia. Essa torrente de detalhes me inunda e consigo me lembrar deles com grande precisão. E o principal: isso tudo ocorre inconscientemente, automaticamente, intuitivamente, sem que eu precise mobilizar qualquer atenção consciente ou aplicar qualquer intenção analítica. Simplesmente vem; e, quando vem, vem tudo.

 


Em “tudo”, de fato, está muita coisa. O foco não está no ambiente somente; ou nas pessoas somente; está disperso em ambos. Em geral, é bom haver música. Ela é o principal desencadeador, o principal estopim, embora possa acontecer sem ela. Mas com ela, o efeito é catalisado, amplificando-se. Os detalhes do ambiente físico misturam-se com detalhes da expressão das pessoas. E é isso que fascina. Meu olhar passa a reparar em folhas, vozes, papos, sons, conversas, árvores, luz, caminhares, edifícios, bocejos, construções, soluços, pedras, bagunças, sorrisos, ordem, gracejos, caos, disparates, coisas, expressões. A dimensão humana mistura-se com a dimensão natural, simultaneamente, estabelecendo-se pontes e analogias entre coisas e ordens diversas. Como se tudo se transformasse numa grande metáfora da própria realidade. É, é bem legal. Infelizmente, eu teria de ser Shakespeare ou Melville para descrevê-lo e transmiti-lo adequadamente ao leitor. E por isso preciso contentar-me com “É, é bem legal”.

 


Mas fico em júbilo, arrepiado, verdadeiramente vivo. Talvez esta seja a definição apropriada: é quando eu realmente sinto a vida e percebo a realidade.

 

 


 

 

 

Atualmente, já descobri que esses estados são momentos de síntese. Eles são como um delta em que desembocam inúmeros rios. Cada um desses rios é algum estímulo, algum esforço mental, algum raciocínio, alguma lembrança. Elementos dispersos, oriundos de vários momentos e situações passadas; com vários aspectos e conteúdos. Assim, quando se unem, quando se sintetizam, tornam-se faculdades inconscientes e intuitivas integradas, dentro de mim. Então, passo a perceber as coisas como que por si mesmas, sem precisar decompô-las ou nomeá-las. É quando já incorporei a percepção, o raciocínio e a análise das coisas; quando o consciente tornou-se inconsciente e intuição. A síntese é esse estado sensorial-intuitivo. Esse olhar contemplativo. Que me acomete nos estados de hipersensibilidade.

 


A “síntese”. Quando o seu olhar sobre as coisas torna-se você mesmo. Quando o externo confunde-se com o interno. A coisa com o sujeito. O subjetivo com o objetivo. Essa integração. O estado de hipersensibilidade sensorial é, pois, a máxima manifestação desse fenômeno.

 



arte: nicholas rougens

 

 

 

* * *

 

 


Saí da Universidade, hoje, segunda-feira do dia 11 de abril de 2011, com aquela sensação outonal. A aula até que foi boa; Métodos; fiz intervenções cirúrgicas, oportunas e substantivas. O professor me conhece, gosta de mim e me dá liberdade para estudar textos específicos. Em troca, além do sentimento recíproco, apoio-lhe elaborando questões e observações, em geral relevantes. A aula de Métodos está funcionando bem. Estou lendo e fichando o “Exploratory and Multivariate Data Analysis”, do Michel Jambu. Embora esteja sendo difícil aprender a tal da “análise fatorial”.

 


Ao sair da sala, fiquei por alguns instantes observando o pôr do sol. No outono, o brilho do sol integra delicadeza e intensidade. Se moras em uma latitude semelhante, ou mesmo maior, repare bem. Especialmente depois das três horas da tarde. O toque, o reflexo solar na superfície das coisas torna-se amarelado. No verão, é branco. Ele ofusca. Repare! É como se lançássemos sobre a terra uma luz incandescente de um bulbo luminoso. A luz amarelada toca as coisas com gentileza, revelando suas cores intrínsecas, sem ofuscá-las. No verão, a luz parece agredir as texturas e superfícies; ela as combate, ofuscando, oprimindo, como se intentasse suprimi-las. Atacando as retinas e ofuscando a vista. Já a luz do outono é hospitaleira. Ela convida o olhar. E, na suavidade da luz, o brilho integra-se com as coisas, e ambas integram o olhar.

 


Se moras por estas latitudes – quanto maior a latitude, mais o efeito será pronunciado – faça o teste. Olhe para as casas, as árvores, as superfícies, e repare na gentileza do amarelado da luz. Então, aproveite para contemplá-la, à medida que se desvanece até o magnífico pôr do sol.

 



 

 


O outono é limpo, imaculado. Com o ar mais fresco e seco – mas não desértico –, associado às frentes frias, a atmosfera fica mais limpa. Há exceções, claro, como nas situações de inversão térmica. E em locais mais secos e poluídos, o efeito pode ser inverso. Mas nas regiões subtropicais e temperadas, a invasão frequente das frentes frias traz a umidade e a chuva necessárias para retirar as partículas de poeira e as impurezas da atmosfera. A seguir, vêm os ventos frescos de sul, terminando o serviço. Então, sem umidade, e com menos partículas no ar, o céu fica mais claro e azul. Repare! E as noites… ah, as noites.

 


Mesmo em noites de céu limpo, a luz da cidade reflete nas partículas dispersas na atmosfera e a luz das estrelas é absorvida pela umidade. Por isso que o céu noturno não parece negro. Como se houvesse uma tela entre nós e o céu. Fica meio avermelhado, meio pálido, como uma fraca luz avermelhada vazando através de uma tela escura.

 


Mas no outono, tudo se cristaliza. O ar fresco, seco e límpido abre o caminho para a luz celestial. As noites ficam mais escuras; a escuridão fica mais profunda e cristalina; e numa noite de cristal a luz das estrelas e o reflexo da lua brilham mais intensamente.

 


No outono aparecem as primeiras invasões de ar polar. E nas invasões de ar polar esses efeitos são ressaltados. Por isso, não há noites estreladas, claras e reluzentes como aquelas noites frias e secas de outono. Nada como apreciá-las ao ar livre, sob cobertores, sob o brilho lunar. É coisa de outro mundo.

 


O outono transfere o brilho da noite para dentro do olhar.

 

 


foto: natsubayashi

 

 

 

No outono ficamos mais limpos. Sua-se menos, suja-se menos. As habitações maculam-se menos. As roupas sujam menos. As coisas deterioram-se menos. O ar fresco, seco e límpido dissemina essa sensação de pureza, conservação e vitalidade.

 


O outono integra inverno e verão. A temperatura sobe o suficiente de dia, para disseminar o agradável. A temperatura oscila entre os vinte e os vinte e cinco graus. Nos dias mais outonais, ficamos nos dezoito ou vinte. Mas com o brilho suave do sol, associado à brisa fresca e as folhas flutuantes. É isto! Tal é a definição do passeio no bosque ou no parque!

 



 

 

 

E à noite, despenca aos treze, doze, dez. Torna o sono um passeio profundo no além dos sonhos. Não há nada como dormir numa típica noite de outono. E não precisamos temer a manhã. O frio não é opressor. Já ao raiar do sol, a temperatura sobe seus degraus e levantamo-nos em meio a puro frescor. A leveza do ar confere energia, vitalidade, vontade para realizar.

 


O ar do outono me suscita essa sensação onírica, esse frescor imaculado, leve, como que pairando sobre as turbulências da superfície.

 

 


 

 

 

* * *

 

 


Para não dizer que fiquei só com o outono e seu brilho e cores, observei duas coisas que entraram no meu rol de lembranças que jamais esquecerei. Ao sair do Yôga, caminhando uns vinte metros acima, atravessei a rua e avistei uma senhora sentada sobre um degrau da calçada íngreme, encostada na parede ao lado. Ela tinha dois sacos volumosos de tecido à sua frente, aos pés. Ela era diminuta; devia ter uns um metro e cinquenta, e era relativamente gorda, com as bochechas fofas. Tinha centenas de sardas no rosto e nos braços; o matiz da pele era daquele moreno esculpido pelo sol excessivo; tinha os cabelos grisalhos, apesar da idade não tão avançada.

 


Não parecia mendiga, mas manifestava miséria igualmente intensa em sua expressão. Suas pernas estavam unidas e flexionadas junto ao corpo, com os joelhos próximos do peito. Seu braço esquerdo estava tombado apoiado sobre os joelhos, sustentando o direito, que levava uma mão à testa.

 



robert hutinski

 

 

 

Mas o que mais me impressionou não foi essa expressão – relativamente comum na humanidade. Foi a inclinação do seu corpo e a expressão das sobrancelhas. Ela jazia tombada levemente para a direita, contra o muro. Seu corpo tombava-se em diagonal, encostando o ombro e a cabeça no cimento sórdido, mas mantendo o quadril e as pernas  afastadas da parede. Pernas unidas, abandonadas e inertes. E mantinha-se toda contraída. E as sobrancelhas cerradas.



Corpo inclinado e contraído desse jeito, tombado, inerte, amparado em algo qualquer algo. Essa contração inerte do corpo. Esse abandono de si. Isso é uma expressão de morte. Algo no interior daquela mulher havia desistido da vida.

 


E eu nada podia fazer.

 


Isso durou uns quinze ou vinte segundos. Eu poderia ter feito durar mais, mas não quis. Passaria a perceber mais coisas, e cedo ou tarde não conseguiria mais contemplar e passaria a me envolver emocionalmente com a situação – e estou com aversão à observação engajada da miséria ultimamente. Eu estava quase naquele estado, então predominantemente apenas percebi sua situação e seu estado de espírito; mas como ainda não estava, isso logo começou a me afetar, e logo que isso começou a me afetar, segui adiante.

 

 


foto: gilad

 

 

 

 

* * *

 

 


E – agora sim, por fim – ao voltar da Reitoria, já no crepúsculo, as aulas do colégio em meu caminho haviam terminado; disseminando aquela horda de (pré-)adolescentes pelo trajeto. Fora da multidão, no meio da calçada, já mais abaixo, jazia uma menina de costas, absolutamente estática, e duas à sua frente, com amargura e preocupação na face. Uma delas – provavelmente a melhor amiga – tocava-a o rosto com as duas mãos, apalpando-o com cuidado. Eu já sabia. Sim, é claro. Passei pelas três pela esquerda e vi os olhos marejados da menina, correndo pelas bochechas avermelhadas. Lágrimas, bocejos e ares de um coração partido.

 


Três segundos, e eu já sabia. Ela havia sido traída. O namô a largou por outra. O coolzão.

 


Mais dois segundos se passaram, e ouço a seguinte sentença, carregada de um misto de raiva, tristeza e frustração: “… como ele fez isso comigo! como ele fez isso comigo…!”.

 


Minha hipótese espontânea era verdadeira. Bem, era óbvio.

 


Elas começaram a caminhar na mesma direção a que eu me destinava. Então, caminhei lentamente, para acompanhá-las. A menina então exclamou: “… eu vou dar na cara dele! ai que eu vou dar na cara dele!”.

 


Sim, é duro. Muito duro. A traição é o pior sentimento do mundo. Sim, é. Psicologicamente, é o pior dos fenômenos. É uma usurpação completa. Seriamente, trata-se de uma violação completa e terrível do Eu. Atinge o mais profundo de si; lá no fundo, no fundo mesmo; sem qualquer subterfúgio. É como virar uma pessoa do avesso, violá-la, rasgá-la em pedaços e imprimir neles os piores insultos, para então revirá-la, desmantelada. É como despi-la e profanar todo o seu corpo. Envenenar o oceano de trás dos olhos. É algo que ultrapassa todas as nossas barreiras e defesas – todas as camadas mais exteriores do Eu, atingindo o cerne do campo de intimidade absoluta. É, pois, o único fato e sentimento capaz de atingir e agredir esse casulo, esse templo sagrado, essa redoma imaculada, que constitui o cerne de nossa pessoa, de nossa existência; nossa propriedade absoluta.

 

 


foto: jean fan

 

 

 

Entender.

 


É preciso entender, menina, é preciso entender. O Rei dos Primatas, o macho-alfa, não te ama. Ele ama a si próprio. Seu relacionamento é um meio para afirmar a si mesmo. Seu “amor” e “paixão” são ficções que existem na medida em que são medidas do próprio ego. Precisa de uma mulher para afirmar sua virilidade e canalizar os impulsos sexuais – dos quais dependem a totalidade do ego; é sua própria – e única – afirmação de vida. A mulher, pois, não passa de um meio para essa afirmação fálica primitiva e o cultivo narcisista de si. Ela não é o fim. Não é valorizada. Não é algo especial. Não é o foco de atenção. Não é vista e percebida por si mesma, pelo que é. É um instrumento, uma ferramenta, nada mais.

 

 


foto: miro

 

 

 

E ferramentas são descartáveis. Não havendo qualquer ligação pessoal verdadeira, qualquer complementação, qualquer admiração, qualquer fascínio, qualquer prezar, qualquer ternura, qualquer união, basta o aparecimento de uma ferramenta nova para que seja descartada a anterior.

 


Um relacionamento e sentimentos de conveniências, baseados em areia movediça. Areia movediça: a própria expressão de si.

 


Não podemos ser feitos e basear-nos em areia movediça. A felicidade, tal como a virtude, só perdura quando baseada em um bloco de raízes profundas.

 


“É preciso entender esse fato fundamental, para que não te transformes numa ferramenta e conveniências”. Sim, eu queria que a menina pudesse escutar e entender isso. Naquele momento, ela precisava entender isso.

 



 

 

 

Então, alguns poucos segundos depois as vozes cessaram, e percebi que o haviam feito por causa de minha proximidade. E, apesar de apreciá-los, observá-los, contemplá-los, não gosto de invadir a vida alheia, os sentimentos alheios; especialmente a tristeza alheia. Embora tenha esse impulso irracional de atentar e resolver os problemas do mundo – ou, pelo menos, compadecer-me com eles. Então, apressei meus passos, restituí sua liberdade e desapareci da vida daquela menina. Mas, por seu significado, ela nunca desaparecerá da minha.

 

 


 

 

 

O outono então apossou-se novamente do meu ser, elevando-me novamente às nuvens.

 


O auge começará agora. Da segunda quinzena de abril até a terceira semana de maio. Aproveite. Vivencie. Afinal, não temos assim taaaaantos outonos em uma só vida para contemplar, não é mesmo?

 


Até mais.

 


F.

 

 


10 comentários sobre “L’Automne!

  1. Très bien, j’adore l’automne!

    Gosto do frescor, da pureza, do clima, etc. Enfim, tudo que você brilhantemente descreveu. Só é difícil pedir que o outono chegue até aqui, visto que o tempo está MALUCO. Ora chove, ora neva, ora é nublado, ora é ensolarado. Vivaldi adoraria SP, a única cidade do mundo com quatro estações no mesmo dia. Mas o tempo é tão maluco… é como se não houvesse estação, é como se não correspondesse às alterações climáticas que deveriam ocorrer nos determinados períodos definidos pelas estações.

    Grande! Voltei a acompanhar seus posts. E mais tarde lerei as suas Memórias, aqueles bíblicos mesmo. Abraços!

    • Bom vê-lo por estas bandas, meu grande e caro Giulio.

      De fato, o outono é maravilhoso.

      SP está exatamente sob o Trópico. É o ponto focal da zona de transição. Assim, natural que o clima seja mais instável. Como uma zona de penumbra entre o preto e o branco; aquele cinza que não obstante retém os elementos de ambos.

      Como se o outono estivesse presente em 40%, as vezes 50, às vezes 60…

      Aqui em Curitiba também é assim, embora as estações já sejam mais definidas.

      Nesta zona de transição entre o tropical e o temperado, QUALQUER grau de latitude a mais faz grande diferença.

      Em anos bons até que as estações ficam relativamente definidas por aqui.

      Lembrando que em SP tb há o fator urbanização, que distorce bastante o padrão do clima.

      Bem, desejo-te sorte com “Memórias”, hehe. É, sim, bem extenso. Mas é bem profundo.

      Abraço.

  2. Uma frase ressoa, solta…
    Mas tanto envolve meus sentimentos, que me transporta a um saudoso – mesmo que futuro – momento (a)fetivo: “O outono transfere o brilho da noite para dentro do olhar”.
    “É bem legal!”
    =)

  3. Bem, pra variar o outono sumiu e o verão voltou, descontando o tempo perdido em fevereiro e março.

    Só espero que o verão e o outono não troquem de lugar, como anda BEM comum nos últimos anos… só que verão no outono não é verão, e outono no verão não é outono. Daí acabamos sem verão nem outono. O pior dos mundos.

    SANTA LATITUDE 25 GRAUS SUL, BATMAN!

  4. Hoje fez 32°C.

    Acordei, tomei banho, e, 20 minutos depois, estava mais suado do que lobisomem na praia. Andar na rua é simplesmente insuportável. Não dá pra sequer levantar a hipótese de se locomover de um lugar ao outro sem ar condicionado no transporte…

  5. Outono me lembra quando eu era mais nova… Logo que comecei a estudar no CEP. Eu voltava a noite pra casa e ia levar minha cachorra pra passear. Acabava demorando horas pra voltar, pois gostava de contemplar o céu. Era mais limpo e mais fácil de ver as estrelas. Depois da sua descrição isso começa a fazer sentido. De fato as noites de outono possuem um céu mais limpo e escuro.

    =)

    • Sim, elas tem. Mas sob as condições outonais, é claro. Como depois da invasão de ar polar; que é frio/fresco e seco. Mas tem esses períodos de veranico, daí na verdade temos dinâmica e características de verão no meio do outono.

      Mas quando rola aquele ceuzão claro, limpo, com aquele azul celeste profundo; ar fresco; e depois aquela queda brusca de temperatura com a lua brilhando como se tivesse um halo em torno dela; então temos uma noite outonal. Um brilho claro e um preto profundo, meio azulado. Coisa doutro mundo.

  6. Olá boa tarde!
    Você poderia me responder qual o significado dessa palavra ao pé da letra, pois não consegui achar, a palavra é l’automne. Por enquanto obrigado.
    Adorei o blog muito bacana aqui fazendo minha pesquisa de moda encontrei seu blog muito bom. Vlw.

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