the who, the grieg, the king

 
 
coisa rápida desta vez.
 
adoro fisgar conexões entre as coisas. reconstruir quebra-cabeças. fetiche geek. especialmente em áreas da cultura. eu me sinto aproximando-me da teoria das supercordas assim; as do universo homem.
 
[com licença às moças, mas não usei “humano” ou “gente” por motivo estilístico. o vírus me mordeu.]
 
tava escutando o disco “the who sell out”, do the who, de 1967. os early years. eu sou muito setentão, em matéria de rock. mas ando explorando mais a década das mocinhas de óculos pontudos e também a dos beatniks, quando os descendentes de escravos descobriram que guitarras elétricas mais vozes reverberadas poderiam libertá-los das amarras da tradição.
 
mas é coisa rápida desta vez. o “the who sell out” tem uma faixa, a vinte, “hall of the mountain king”. não me lembrava dela, especialmente por não ter tantas lembranças dos early years. logo aos vinte primeiros segundos veio aquele surto sedutor do surpreendente. “já escutei isso em algum lugar”. pausei e antecipei-comecei a cantar o resto da música, na versão original. tendo a memória se manifestado acusticamente, a história já estava quase inteiramente reconstruída e portanto louvada; só faltava o nome.
 
ainda e somente na mente, sem sair dela, parti de borodin. soava algo polônes, russo, alguma coisa eslava. mas não. logo a hipótese falaciosa dissipou-se. era outra coisa. era nórdico. é mitologia nórdica. o siegfried e a armadura de cristais quase surgiu, possivelmente me distraindo com as glórias ridículas dos cavaleiros de bronze, mas a conexão passou a riscar os neurônios corretos, contendo as sinapses corretas, e, nelas, em suas partículas de alma, de big bang, a memória correta. e, com ela, a sutil e emocionante sensação do sucesso vindouro. um futuro glorioso tornando-se presente glorioso. a melhor sensação do mundo.
 
griek, krieg, gynt, peer, ases, death, peer gynt, edvard, edvard grieg!
 
shúuuuuuuuuuuuure!
 
Edvard Grieg, Peer Gynt Cantata. passei as faixas. familiar, familiar, familiar e… há! é o terceiro movimento do segundo ato: “In the Hall of the Mountain King”.
 
estou feliz! estou feliz!
 
queeeeeeeeeeem diria, senhores mods? até tu!
 
eis, pete towshend e cia. emprestando edvard grieg:
 
 

 
eis, o original:
 
 

 
agora vou correr pelado na rua. (os anões se contentam com pouco.)
 
tchau.
 
f.
 
p.s.: não foi breve.
 
 

2 comentários sobre “the who, the grieg, the king

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