Blue Valentine, ou, luto e fogos de artifício

“Blue Valentine”, Derek Cianfrance, 2010.

Ryan Gosling, Joey Curtis.

IMDb: “The relationship of a contemporary married couple, charting their evolution over a span of years by cross-cutting between time periods”.

Provavelmente o melhor romance que já vi, o filme guarda duas cenas antológicas, Gosling cantando “You always hurt the ones you love” enquanto ela dança adorável e estabanada, e a sequência de encerramento, com certa influência de Stan Brakhage, é um espetáculo visual. As imagens se fixam na memória e o filme gera uma beleza contraditória, como se luto e fogos de artifício fizessem uma só entidade. O filme consegue sintetizar com igual intensidade a rispidez e a sensação oceânica do amor de uma vida inteira, porém em um curto fluxo de 1 hora e 40 minutos. Isso faz Blue Valentine pesar na garganta e no peito, mas como chumbo envolto em algodão.

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